The Canterville Ghost – Oscar Wilde

The Canterville Ghost – Oscar Wilde

Ontem eu estava em casa pela manhã buscando algo para ler e encontrei no site Gutemberg a novela The Canterville Ghost de Oscar Wilde. Até hoje só havia lido “O Retrato de Dorian Gray” desse autor então decidi ler essa história curtinha por mera diversão, gostei tanto que decidi compartilhar aqui.

A história começa com a família Otis que, se mudando da América para a Inglaterra, decide comprar essa antiga propriedade Canterville Chase. De pronto o proprietário alerta que a mansão é assombrada pelo espírito de seu antepassado Sir. Simon Canterville que por trezentos anos perturba a família. O comprador faz chacota da ideia do fantasma e fecha o negócio. Quando a família se muda em definitivo para a propriedade o primeiro fato que lhes chama a atenção é uma mancha de sangue no carpete da sala, mancha essa que marcava o local do crime que o fantasma, quando ainda vivo, cometeu. E que por tal crime pagava vagando por toda eternidade.

Não sei se nesse momento Wilde faz uma crítica à cultura do novo mundo ou às crendices dos ingleses, mas nesse momento o filho mais velho da família Otis, Washington, saca os “poderosos produtos” Pinkerton’s Champion Stain Remover e aragon Detergent e limpa a mancha facilmente. Assim quase como num comercial de rádio dos anos 30. Na manhã seguinte como um passe de mágica a mancha estava de volta lá. E a história segue dessa forma.

A primeira aparição do fantasma é cômica. Com toda a sua aparelhagem clássica de fantasma de castelo, numa noite chuvosa o pobre fantasma arrasta sua correntes até a porta do quarto do chefe da família. Esse, irritado pela perturbação de seu sono, surge com o “maravilhoso” Tammany Rising Sun Lubricator para o que ele considera ser um problema do pobre fantasma, os grilhões enferrujados. Imagino a cara de espanto do fantasma que  dando meia volta no corredor é surpreendido pelos gêmeos, caçulas da família Otis, que lhe atiram almofadas sem medo algum do malfadado espectro. O que lhe resta é voltar ao seu esconderijo e relembrar todo o sucesso dos últimos três séculos e tramar uma volta triunfal.

"Eu realmente insisto que lubrifique suas correntes!"
“Eu realmente insisto que lubrifique suas correntes!”

A indignação do Mr. Otis é tamanha que afirma que se o pobre fantasma não lubrificar as correntes irá confisca-las. Assim a única pessoa neutra é a filha do meio, Virgínia, que não gostava da atitude do resto da família. Até que no domingo seguinte, com sua auto estima abalada, o pobre fantasma causa uma bagunça com sua antiga armadura e foi motivo de chacota dos gêmeos novamente. Fugiu pela escada e na tentativa de salvar o resto da sua dignidade gargalhou de forma demoníaca. Eis que surge mais um comercial, Mrs. Otis traz mais um “maravilhoso produto”, um tônico, pois considera o fantasma doente.

Assim a história continua e… que pena do finado Sir. Simon Canterville! Tudo o coitado faz para assombrar os famigerados destemidos americanos. Ele o faz com mais profundo sentimento de responsabilidade, já que essa é a função de um fantasma. Todo dia a mancha de sangue reaparece, pois é sua obrigação o dever  de mantê-la. Porém sangue é muito difícil de encontrar então ele passa a roubar as tintas de Virgínia, conforme as tintas iam acabando a mancha assumia cores inusitadas como até o mais cintilante verde esmeralda.

Como nem todos gostam de spoilers vou parar por aqui. Mas a história é ótima. Numa Inglaterra repleta de contos góticos e seus Penny Dreadfulls, Wilde não poderia deixar de dar sua contribuição. A novela é cheia do cinismo característico das obras de Wilde, com a crítica aparente da sociedade soturna europeia e a arrogância do novo mundo. As sacadas são perfeitas, o malfadado fantasma que “assombrou” a propriedade passa a ser assombrado pelos americanos.  Assim o autor também crítica a nova onda do espiritismo kardecista que surgia e tinha adeptos muito respeitados como o famoso Sir Arthur Conan Doyle.

Nesse mês de Halloween vale muito a pena ler essa “muito moderna” história de fantasma. Confesso que sofri com o pobre Sir. Simon Canterville.

Quem já leu e ou for ler comentem.

Boa leitura!!!

Decisões…

Decisões…

Desde o post sobre o Versatile Blogger Awards fiquei cheio de auto cobranças. Sou estudante de Letras e escrevo pouco. As vezes as idéias vêm e não sei como começar, se começo não sei como terminar então decidi juntar um arsenal e começar a pensar sobre isso de forma mais profunda, fiz uma busca pela rede e encontrei alguns livros e textos e vou estudá-los com calma. O primeiro estou lendo há alguns dias e os seguintes comecei ontem:

On Writting - Stephen King
On Writting – Stephen King
A PERSONAGEM DE FICÇAO - Antonio Candido e outros.
A PERSONAGEM DE FICÇÃO – Antonio Cândido e outros.
A Jornada do Escritor. Christofer Vloger
A Jornada do Escritor -Christofer Vloger

Sim, como eu já disse, leio varias coisas ao mesmo tempo e junto a esses estou lendo lentamente “Clarice,” de Benjamin Moser.

Mas voltando aos estudos. Me comprometo a tentar publicar textos sempre as segundas, quartas e sextas. Não vou estipular o gênero ou tópico, virá naturalmente.

Sobre as escolhas desses livros:

On Writting – Como fã de Stephen King sempre tive curiosidade sobre a rotina de escrita, processo criativo e particularidades de sua vida. Comprei faz algum tempo mas só agora pude lê-lo como se deve.

A Personagem de Ficção – Esse livro me chamou atenção por causa do primeiro autor, Antonio Cândido. Durante a cadeira de Teoria da Literatura usamos alguns textos dele e gosto da visão que ele transmite em seus textos. No entanto li algumas resenhas e achei muito interessante.

A Jornada do Escritor – É sempre bom ler o que faz sucesso. Esse livro é tido como o manual da Disney. Então vamos lá. Quem acompanha o blog deve ter visto o vídeo que compartilhei ontem a noite e lá é mostrado um resumos super eficaz.

É isso por hoje, vou postando conforme as leituras forem avançando.

Abraços a todos.