Descritivismo Norte-Americano. Esquema e alguns conceitos

WHITNEY (1827-1894)

  • Obra principal: A vida da linguagem (1867).
  • Linguística: era contrario a teoria de a linguística ser uma ciência natural, afirmando que a língua era uma instituição social, portanto produto da atividade humana e não das forças cegas da natureza.
  • Também proclamou o caráter arbitrário do sinal linguístico.
  • Também reconhecia a língua como sistema.

FRANZ BOAS (1858-1942)

  • Obra principal: Race, language and culture (1940).
  • Preocupava-se, por ser ligado a Antropologia, com as línguas indígenas. Por serem povos ágrafos, sem tradição escrita, suas línguas poderiam desaparecer sem deixar vestígios. Por isso a face descritiva da linguística norte-americana. Cumpria fazer uma análise, usando métodos próprios, distanciando-se dos estudos europeus daquela época.

EDWARD SAPIR (1884-1939)

  • Obra principal: Language (1921).
  • Língua: Cultura → Novamente a linguística é tratada como uma ciência humana.
  • Língua : Forma :: Cultura : Conteúdo → A língua, como forma, deve pertencer à própria natureza humana e a cultura, como conteúdo, é o produto do que o ser humano faz e pensa.
  • Língua : Forma → Forma como um sistema estruturado.
  • Língua como função da natureza humana : A língua é pré-racional; as categorias formais são do espirito humano.
  • Cultura como objeto da atividade humana (conteúdo; aquilo que o homem faz ou pensa)
  • Psicologismo: forma interior da linguagem; língua como exteriorização do pensamento humano.
  • Classificação tipológica das línguas: monossilábicas, aglutinantes e flexionais.

Leonard Bloomfield (1887-1949)

  • Obra principal: Language (1933)
  • Formação neogramatical : aperfeiçoamento na alemanha (Leipzig, Göttingen)
  • Caráter científico aos estudos linguísticos : rigor formal, precisão metodológica, coerência doutrinária.
  • Behaviorismo: psicologia do comportamento; S → R (S=estimulo, R=resposta)
  • Significação linguista na situação.

Alguns conceitos de Bloomfield

Traços fônicos distintivos: distinguem significação numa língua dada.

Traços fônicos não distintivos: indiferentes às significações numa língua dada.

Fonema: a menor unidade fônica de caráter distintivo; um feixe de traços fônicos distintivos.

Formas livres: uma forma linguística que pode ser enunciada isoladamente (eu, carro, etc.).

Formas presas: uma forma linguística que nunca é anunciada isoladamente (sufixo, prefixo, etc.).

Forma complexa: uma forma linguística que apresenta semelhança parcial com outra forma linguística. (beleza/tristeza).

Constituinte: é a decomposição da forma complexa. Pode ser constituinte imediato ou último constituinte.

Morfema: não tem semelhança parcial com nenhuma outra forma linguística, nem fônica nem semântica. Pode se livre ou presa. Último constituinte.

Frase: forma livre constituída de outras formas livres.

Palavra: forma livre mínima.

Oração: quando uma forma linguística não está incluída numa forma linguística maior. Sua marca prosódica é a entoação.

SILVIO, Elia. Orientaçoes da linguística moderna. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1978. (p. 192-204)

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