Esquema: Coesão “Costa Val X Ingedore Koch”

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Esquema: Coesão textual Ingedore Kock

Esquema: Coesão textual Ingedore Kock

COESÃO TEXTUAL

MECANISMOS

  • Referência:
    • Pessoal;
    • Demonstrativa;
    • Comparativa.
  • Substituição:
    • Nominal;
    • Verbal;
    • Frasal.
  • Elipse:
    • Nominal;
    • Verbal;
    • Frasal.
  • Conjunção:
    • Aditiva;
    • Adversativa;
    • Causal;
    • Temporal;
    • Continuativa.
  • Coesão lexical:
    • Repetição;
    • Sinonímia;
    • Hiperonímia;
    • Uso de nomes genéricos;
    • Colocação.

REFERÊNCIA

Conceitos

  • Pressuponente: item que no discurso não pode ser interpretado semanticamente por si só, mas que remete ao pressuposto.
  • Pressuposto: item no discurso que remete ao pressuponente.
  • Referência exofórica: ou situacional, quando o referente está fora do texto.
  • Referência endofórica: ou textual, quando o referente se encontra expresso no próprio texto.
  • Referência anafórica: quando o referente precede o item coesivo.
  • Referência catafórica: quando o referente está após o item coesivo.

Tipos

  • Referência pessoal: pronomes pessoais e possessivos.
  • Referência demonstrativa: pronomes demonstrativos e advérbios indicativos de lugar.
  • Referencia comparativa: por via indireta, por meio de identidades e similaridades.

SUBSTITUIÇÃO

“Consiste, para Halliday & Hasan, na colocação de um item em lugar de outro(s) elemento(s) do texto, ou até mesmo, de uma oração inteira. Segundo esses autores, a principal diferença entre substituição e referência é que, nesta, há total identidade referencial entre o item de referência e o item pressusposto, ao passo que na substituição ocorre sempre alguma redefinição.”

ELIPSE

“Uma substituição por zero: omite-se um item lexical, um sintagma, uma oração ou todo um enunciado, facilmente recuperáveis pelo contexto.”

CONJUNÇÃO

“Ou conexão, permite estabelecer relações significativas específicas entre elementos ou orações do texto. Tais relações são assinaladas explicitamente por marcadores formais que correlacionam o que está para ser dito àquilo que já foi dito. Marcadores como e, mas, depois, assim e etc.”.

  • Aditiva;
  • Adversativa;
  • Causal;
  • Temporal;
  • Continuativa.

COESÃO LEXICAL

  • Reiteração: repetição do mesmo item lexical ou através de sinônimos, hiperônimos ou nomes genéricos.
  • Colocação ou contiguidade: uso de termos pertencentes a um mesmo campo significativo.

CRÍTICAS A HALLIDAY & HASAN

Harweg (1968)

    • Texto: sucessão de unidades linguísticas constituída por uma “cadeia pronominal ininterrupta”. Qualquer membro referente (seres, objetos, lugares, etc.) pode ser retomado no texto através da forma linguística substituta (pronomes). Múltiplo referenciamento.
    • REFERÊNCIA = SUBSTITUIÇÃO.
  • Kallmeyer, Meyer-Herman et al (1974)
  • Teoria da referência mediatizada. FALANTE ↔ OUVINTE
  • Pronomes pessais de 3ª pessoa dão ao leitor/ouvinte apenas instruções de conexão (diferença entre pronomes e SN referente)
  • Insruções em níveis:
  • Pragmático (consequência)
  • Semântico (sentido)
  • Sintático (conexão)
  • Brown & Yule (1983)
    • Formas co-referenciais:
      • Formas repetidas;
      • Parcialmente repetidas;
      • Substituição lexical;
      • Formas substitutas;
      • Formas elididas;
      • Relações lexicais.
        • Hiponímia, Hiperonímia e parte do todo;
        • Colocabilidade;
        • Outras relações estruturais (substituição clausal);
        • Comparação;
        • Repatição sintática;
        • Opções estilísticas.

“As formas substitutas fazem parte do conjunto das referências e não um conjunto a parte.”

“Itens referenciais, como simples substitutos do referente, poderiam sempre ser trocados por ele.”

“A medida que o texto se desenvolve o referente sofre mudanças de estado, de modo que a descrição vai mudando. É necessário que se possa associar, como referente, mudanças de estado e transportá-las, ou pelo menos algumas delas, a medida que o texto progride.”

Esquema: Texto e Textualidade. Costa Val

COSTA VAL

Texto e Textualidade

 

Texto – Ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica ou formal.

ASPECTOS DO TEXTO

  • Semântico-conceitual – coerência;
  • Formal – coesão.
  • Pragmático (sociocomunicativo) – atuação informacional e comunicativa;
    • Intencionalidade;
    • Aceitabilidade;
    • Situacionalidade;
    • Informatividade;
    • Intertextualidade.

COERÊNCIA (nexo)

  • “Resulta da configuração que assumem os conceitos e relações subjacentes à superfície textual.”
  • “Um discurso é aceito como coerente quando apresenta uma configuração conceitual compatível com o conhecimento de mundo do recebedor.”
  • “Assim, a coerência do texto deriva de sua lógica interna, resultante dos significados que sua rede de conceitos e relações põe em jogo, mas também da sua compatibilidade entre essa rede conceitual – o mundo textual – e o conhecimento de mundo de quem processa o discurso.”

COESÃO (expressão do nexo não necessariamente explicita na superfície textual)

                “É a manifestação linguística da coerência; advém da maneira como os conceitos e relações subjacentes são expressos na superfície textual.”

  • Mecanismos gramaticais:
    • Pronomes anafóricos;
    • Os artigos;
    • A elipse;
    • A concordância;
    • A correlação entre os tempos verbais;
    • As conjunções.
  • Mecanismos lexicais:
    • Reiteração:
      • Repetição de um item;
      • Nominalização (substantivo cognato).
    • Substituição:
      • Sinonímia/Antonímia;
      • Hiponímia/Hiperonímia (quando o termo substitutivo representa uma parte/elemento e o substituidor representa o todo ou a classe e o contrário).
  • Associação (relaciona itens do vocabulário pertinentes ao mesmo esquema cognitivo).

 

 

Texto e Textualidade

Texto e Textualidade

O texto, como unidade da linguagem em uso, pode ser definido como ocorrência falada ou escrita de qualquer extensão dotada de unidade sociocomunicativa, semântica ou formal.

Devem ser levados em consideração três aspectos para sua compreensão: os fatores pragmáticos, semântico conceitual e formal.

Como fatores pragmáticos entendem-se a intencionalidade, a aceitabilidade, a situacionalidade, a informatividade e a intertextualidade. Para o fator semântico conceitual temos a coerência e no aspecto formal a coesão.

A coerência resulta da expressão do autor destinada à compreensão do receptor, dessa forma, é o sentido do texto. A preocupação de quem produz o texto deve estar em fazer-se compreender pela sua lógica, pois depende, também, da capacidade do receptor em assimilar o conceito.

A coerência se manifesta na coesão. Para a unidade do texto usamos mecanismos gramaticais e lexicais. Os pronomes anofóricos, os artigos, a elipse, a concordância, a correlação entre tempos verbais e as conjunções são os meios de identificar a coesão, pois expressam as relações entre as palavras, frases ou sequências de frases dentro de um texto. Os mecanismos lexicais são as reiterações, pela substituição ou associação. Usamos a substituição através da sinonímia, antonímia, hiporímia e a hiperonímia. A associação é o processo que permite relacionar os termos de um mesmo esquema cognitivo. Coerência e coesão são atributos essenciais para a unidade semântica, ou seja, a coerência se identifica como nexo expresso pela coesão, são esses mecanismos que asseguram a textualidade (continuidade e progressão do texto). Outros autores citam a “conexão causal” e a interpretação diagnóstica. A coerência é imperativa para a perfeita compreensão do texto, porém a coesão pode ser subentendia e quando claramente expressa deve obedecer a determinadas normas.

A intencionalidade se relaciona com aquilo que o produtor deseja transmitir ao receptor, assim, do outro extremo do processo comunicativo, está a aceitabilidade que diz respeito a capacidade do recebedor em assimila a mensagem. De um lado, do produtor, esperasse um texto coerente e coeso para a perfeita assimilação do recebedor. Certas estratégias de quem tem a intensão de transmitir uma podem ser usadas, essas se referem à necessidade do recebedor em receber a informação, à autenticidade, ao conjunto informativo, à pertinência e relevância do conteúdo e forma como o texto é transmitido. Porém, algumas vezes, mesmo que o texto pareça sem conteúdo lógico, procuramos encontrar coerência deduzindo o sentido com a nossa bagagem cultural.

A situacionalidade se refere ao contexto do texto, ou seja, a adequação do texto a uma situação pertinente, podendo ser fator crucial à sua compreensão (coerência pragmática). Uma situação prática pode determinar a intensão comunicativa e sua composição reage a esse aspecto.

A informatividade situa-se na pertinência do conteúdo, ou seja, o texto deve ter informação suficiente para a compreensão do que o emissor quis transmitir.

A intertextualidade é capacidade do emissor em transmitir um conceito baseado em outro já existente. É quando capta-se a informação de outro autor dentro do texto transmitido.

Resumo de:

COSTA VAL, Maria da Graça. Texto e Textualidade. In: Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 1999. Cap. I