Ainda durante a tempestade…

Sobre Escritos

Dois meses distanciam este escrito do anterior. Sim, dois meses. Naquele momento encontrava-me no olho de um furacão, assim como os outros, esse possui nome feminino, mas dessa vez não era de mulher. Ela veio chegando sorrateira há um ano. Foi se instalando pé ante pé, suavemente, leve como um felino, acredito mesmo se pisasse em vidros não a ouviríamos entrando pela porta.

Espaçosa como só ela poderia ser. Instalou-se e sua presença podia ser sentida em todos os cômodos do apartamento. Metia-se no banco do passageiro sempre que eu estava guiando o carro pelas ruas de Fortaleza. E quando viajávamos, eu e meu marido, ela se alojava esparramada no banco de trás. Acompanhava desafinada as músicas que eu ouvia no fone de ouvido conectado no telefone celular. Ela sussurrava bobagens triste ao meu ouvido quando eu tentava ler um livro, eu perdia a concentração, e assim Raskólnikov ainda me…

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