Depois de uma semana sem postar estou de volta. Essa foi uma semana de sentimentos contraditórios, diria que os tais ainda estão aqui. Muita coisa mudou nesses seis meses e eu ainda não consigo lidar muito bem com essas mudanças. Existe sempre algo me puxando para baixo, colando meus pés na terra. Meu desejo, a tal bitch, era alçar voo. Sim, uma sensação filha da mãe.

Quando a gente quer fazer algo e a realidade nos impede.

Sou um tipo calado que não gosta de lamentações, escuto sempre as pessoas dizerem que sou muito tranquilo, essa semana mesmo disseram “o mundo se acabando e o Wanderson tranquilo.” Mas sempre existe uma outra verdade. Desculpem-me os que querem a verdade acima de tudo, mas estão errados. NÃO EXISTE VERDADE ABSOLUTA! Existem fatos, sim eles existem e podem ser citados em uma lista, porém eles podem ter diversos significados já que estão abertos a interpretações. Cada um interpreta o mundo por seus próprios olhos. É aí onde entra o desejo.

Alguns olham uma Ferrari e veem algo mais que um carro e para mim é apenas um carro como outro qualquer. Outros desejam viajar para os EUA porque podem fazer a compra da sua vida, para mim seria maçante ficar de loja em loja. Então, no meu caso, qual é o problema com o desejo? Eu quero coisas que estão fora do meu poder de realizar, ou por falta de dinheiro, ou porque a realização desse desejo depende da ação dos outros, ou porque não consigo simplesmente. Ah, e não me venha com esse negócio de coaching, que tudo é possível, basta querer e blá blá blá… Negócio frustrante.

Queria que as pessoas não brigassem tanto, queria poder voltar no tempo e ser expectador de algumas coisas para poder entender o presente, queria ter tido a ideia de escrever aquele livro que eu amo, queria ter as ferramentas para ser menos preocupado, queria ser mais social, queria não ser tão tímido, queria fazer uma viajem com todos os que eu amo… enfim minha lista de desejos é bastante longa. Não desejo a grande mansão, o carro mais legal, a roupa da moda. Definitivamente não. Meu mundo interno é mais interessante que o exterior por isso é tão complexo. Assim, as pessoas nunca me entendem e grande parte do tempo é solitário estar na minha pele. Meu desejo real era apenas poder conversar sobre o que eu gosto, sair e não ter que beber para me soltar e parecer interessante, que as pessoas gostassem de mim, mesmo eu sendo esse cara comum e não o mais extrovertido. Sinto isso todos os dias. Me pego pensando se sou eu que não sou interessante ou se gosto tanto de todos que gostaria de ter mais atenção.

Escuto sempre as pessoas me dizerem:

    • Vá lá!
    • Fale o que você pensa!
    • Não se importe com a opinião dos outros! (Esse é o pior para mim. Eu já sou trancado dentro de mim, já pensou se eu for indiferente? Serei um autista completo.)
    • Seja autêntico. (como assim, não sou autêntico? Quem quer tudo igual ao de todos os outros é autêntico e eu não?)
    • Saia de casa, veja gente! (qual será a diferença? Ficar em casa sozinho ou fora de casa, cercado de pessoas que eu não conheço?)

E segue uma relação longa de conselhos úteis que todos têm.

Enfim, loucuras a parte perdidas nesse texto desconexo, o desejo é sempre algo estranho, pode machucar ou pode mover. Quando está ao meu alcance eu batalho e quando não está exige um certo tanto de esforço para desapegar. Então é sempre uma luta.

O que eu digo a mim mesmo é o seguinte: “use um filtro e lute pelo que você consegue e aguarde que talvez um dia consiga o restante.” É o meu esforço para alcançar os meus desejos.

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